Uma foto e um café: A realidade que eu crio a cada momento.

Neste último domingo eu acordei mais tarde, preparei meu café da manhã com toda calma, dois ovos na manteiga, simples, do jeito que eu gosto. Como é bom degustar este momento tão gostoso do dia. Após comer, com uma xícara de café preto como compania, fui dar aquela olhadinha no Facebook. Este é um hábito que estou revendo, por mais que as publicações que apareçam para mim sejam na grande maioria positivas, é fácil perder o foco simplesmente por curiosidade (e eu sou bem curiosa rsrs).

Primeira coisa que aparece na minha timeline: as lembranças dos posts que fiz neste mesmo dia há um e dois anos atrás. Se você tem Facebook sabe do que eu estou falando. Se não tem, bom para você, nada que deva se preocupar.

Eu senti algo estranho ao ver a minha foto de dois anos atrás, (veja logo abaixo) e perceber que muitas coisas mudaram. Meu corpo estava mais definido, eu estava loira, a casa era outra, eu ainda estava casada, eu tinha outras prioridades e ideais, basicamente, eu era alguém um pouco diferente de quem eu sou hoje.

Ah, eu estava no fim dos meus estudos para me tornar coach de nutrição integrativa…

Foi estranho pensar em todas estas mudanças, porém foi um exercício que desencadeou uma boa reflexão, e a conclusão de que em dois anos eu posso criar uma vida completamente diferente, baseada no quê?? No quê???… nas minhas ESCOLHAS!!!!

Não tem como fugir da lei de causa e efeito. Nós criamos a nossa realidade a cada momento que escolhemos, ou damos o poder de escolha a outro. Isso também é uma escolha.

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Eu, em 18 de setembro de 2014, feliz por ter feito uma corrida apesar do pouco tempo livre.

Durante a minha reflexão desta manhã, olhando esta minha selfie, fisicamente eu parecia estar de acordo com o que a maioria das pessoas considera “bom”, “aceitável”, “bonito”, e quem sabe até “um objetivo a ser alcançado”.

Eu estava praticando atividades físicas com regularidade, sendo super disciplinada quanto a minha alimentação, eu comia praticamente apenas o que eu cozinhava. A minha vida era dividida, neste perído, entre estudar, trabalhar, malhar e ter um tempinho com o meu parceiro na época. E tudo bem, nada de errado nisso. Eram outras prioridades, e eu estava cuidando bem delas.

Então, eu me questionei hoje… Como eu estava me sentindo de verdade?

E como eu me sinto hoje?

Vou ser sincera com você, até esta época, eu era muito insegura quanto a minha aparência, mas isso é apenas a ponta do iceberg. Há 2 anos atrás, a minha auto-estima ainda estava lá embaixo, no chão para falar a verdade.

Por mais que o espelho pudesse me ajudar a pensar diferente, eu ainda precisava de muito trabalho interno, meditação e autoconhecimento. Eu ainda acreditava que a minha aparência física definia quem eu era, eu me identificava muito com o meu corpo.

Por isso, cuidar do meu corpo com tanta dedicação foi sim muito importante, foi a forma que EU encontrei para começar a me olhar com mais amor.

Porém eu estava em busca de algo mais profundo, eu realmente queria me sentir mais inteira, mais íntima comigo mesma e mais confiante em expressar a minha verdade. Eu ainda era uma menininha com medo de muitas coisas, com medo de ser eu mesma e não ser amada… aí esta menininha resolveu abraçar desafios e experiências que viriam a torná-la uma mulher de verdade, e perceber que o amor que ela precisava era o próprio!

Não é um acontecimento da noite para o dia. Leva tempo, persistência, e quanto mais auto-compaixão você tiver consigo mesmo, melhor. Pense na velha e boa metáfora da lagarta que se transforma em borboleta. A lagarta pode estar feliz sendo lagarta, mas o fluxo natural é ela se transformar em algo ainda melhor, o que já é em essência.

Ela precisa dedicar um tempo da sua vida a buscar recursos (comer e armazenar energia), pois por um determinado período ficará no seu casulo, quietinha. Para quem olha de fora parece algo estático, imóvel, mas internamente, a lagarta está em constante transformações, talvez com muito medo pois não sabe o que está acontecendo (ok, este é o meu extra rsrs), utilizando os recursos que armazenou para dar origem a uma nova versão daquele serzinho. Mas foi preciso se dedicar, se colocar a disposição do que a natureza a chamou a fazer.

Assim também é com a gente. Precisamos dedicar um tempo, energia em buscar recursos, e pensar nisto como um investimento com retorno certo, não há risco de perdas. Nestes dois anos eu investi meu tempo, recursos e energia em cursos, workshops, vivências, treinamentos, sessões de coaching, terapias, meditações, grupos… Além disso, muito material que eu utilizei está disponível gratuitamente na internet, tenha a iniciativa de pesquisar e você encontrará! Também precisei de vários momentos no meu “casulo”, precisei ficar mais introspectiva para conseguir passar pelos processos de cura.

É importante ter a consciência de que somente eu posso me salvar, ninguém mais. Por isso eu fui em busca, no meu ritmo e de acordo com a minha realidade, encontrando os recursos, interagindo com as pessoas que eu sentia afinidade. Muitas destas pessoas eu encontrei online, e por isso sou tão grata pela internet nos proporcionar esta conexões tão lindas.

Se você quer mudar algo na sua vida mas não sabe por onde começar ou está  inseguro, busque o apoio de pessoas que você confia e que te ajudem a perceber os recursos que você já tem, a identificar o que você já pode fazer.

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Photo via VisualHunt

Ter um suporte profissional e de amigos é importantíssimo! A minha querida amiga e terapeuta Adriana Souza do Hoje eu me Sinto foi e é um dos meus anjos nesta caminhada! Sou infinitamente grata a ela por estar do meu lado e me ajudar a acolher a mim mesma! A maravilhosa Gabriella Squizato também foi é continua sendo essencial, me ensinando ferramentas de transformação da realidade que uso sempre! Além delas, eu tive também o apoio de outras pessoas, algumas bem de perto, outras como inspiração e sendo minhas coachs sem saber!

Hoje, dois anos depois, é nítido como me sinto mais conectada com a minha verdade e mais em paz com as minhas escolhas. Claro que cometo deslizes, não pense que me sinto a “dona da verdade”, bem pelo contrário!

Hoje eu consigo perceber os meus momentos de aprendizados (mais conhecidos como erros hehe) muito mais rapidamente e com maior clareza. E acredito que isso é possível pois me aceito muito mais, pois me acolho e entendo que estamos todos aprendendo e ensinando uns aos outros, sempre.

E quanto ao aspecto físico, hoje eu sinto muuuuuito mais bonita, venho aceitando o meu lado sexy sem me sentir culpada por isso, e minha auto-estima vem subindo vários degraus! Também me sinto mais animada a voltar a me dedicar mais a certos aspectos que precisei deixar em stand-by.

Estou recomeçando a ter uma rotina com atividades fisicas, pois para mim isto é algo que me traz uma sensação de prazer, e de auto-cuidado. Movimento é alimento tanto para o corpo quanto para a mente! Minha alimentação também teve seus momentos trash, e tudo bem, eu aprendi a ver que a vida é para ser vivida e não para ser enquadrada em limitações. Equilíbrio é a chave! E cada pessoa tem o seu!

Mesmo que eu veja mais celulites, mesmo que apareçam mais gordurinhas do que antes, eu olho para o espelho e sou imensamente grata pelo meu corpo, por tudo que ele me proporciona, e por estarmos em uma relação equilibrada e mais saudável de verdade, não apenas por que eu dou a ele melhor nutrição, mas por que eu o amo muito mais.

Isso tudo por que eu pude ver esta foto de dois anos atrás. Que belo exercício, penso eu, refletir sobre onde as minhas escolhas me trouxeram e onde elas podem me levar.  Tudo depende de como enxergamos a nossa realidade. 

Photo credit: guercio via Visual hunt / CC BY-NC-ND
Photo credit: guercio via Visual hunt / CC BY-NC-ND

Existem momentos que tudo parece estar desmoronando, e parece que não vamos sair da m… nunca. Mas pode ser que desconstruir seja a primeira etapa, e talvez a mais difícil, para construirmos algo melhor.

Lembre-se, é a cada pequena escolha que você cria a realidade do seu amanhã.

Aproveite cada oportunidade de fazer o que a sua intuição diz.

Não dê o seu poder de escolha aos outros, isso pode custar caro no final.

Responsabilize-se pela sua felicidade, pela sua vida, por ser quem você quer se tornar.

E independente de como você está se sentindo hoje, lembre-se que você SEMPRE pode mudar. Não existe tarde demais.

Em um ano você pode viver muito mais intensamente que nos últimos 10 anos da sua vida. É preciso coragem, mente e coração abertos.

Esqueça a conversa de que é fácil, não é mesmo. Se fosse fácil não existiriam tantos livros de auto-conhecimento,  cursos de meditação e pessoas com depressão e ansiedade.

Mas não precisa ser complicado, pode ser mais simples do que você pensa. 

Qual vai ser o seu próximo “pequeno” passo? E o próximo?

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