O DESAFIO DE PEDIR E ACEITAR AJUDA

Estou lendo o livro “Mais forte do que Nunca” (em inglês, Rising Strong) da incrível Brené Brown. Tem sido uma ótima leitura neste período de fins e recomeços que tenho vivido.

Para quem não conhece esta escritora pesquisadora, procure no Youtube e Google e prepare-se para aprender sobre vulnerabilidade, culpa e vergonha de uma forma que você talvez nunca tenha pensado antes. Supeeerrr recomendo!

Hoje eu li sobre como ela percebeu, após alguns acontecimentos e muita reflexão, que só se sentia merecedora de amor e admiração enquanto fosse a “forte”, enquanto  doava tudo de si aos outros ao seu redor, enquanto estivesse mostrando sua capacidade de ser uma muralha em situações desafiadoras, e que esta era a sua identidade – a giver person – “uma pessoa doadora”.

E enquanto eu lia cada frase, algo dentro de mim parecia estar desmoronando. Uma mistura de alegria e tristeza por me reconhecer naquela história, mesmo que os elementos fossem diferentes.

Eu também me sinto assim. Eu cresci acreditando que só seria amada e merecedora de admiração e respeito enquanto demonstrasse a minha força, a minha estabilidade emocional. Enquanto estivesse com meu ombro, colo e meus ouvidos a disposição, sempre pronta a acolher quem precisasse. Eu sou mesmo uma boa ouvinte.

Mas será que eu sou uma boa recebedora? E quando eu preciso de ajuda, como eu me sinto? Como eu escolho agir quando preciso de apoio?

A Brené me lembrou hoje que não saber receber é praticamente não saber doar com total compaixão e generosidade.

Equilíbrio entre o doar e o receber é o que faz a nossa vida fluir!

Doar a sua atenção, energia, amor a quem você gosta ou quer ajudar é maravilhoso, não há nada de errado nisso. Mas é tão importante lembrar que todos nós precisamos de atenção, amor e energia!

Se estamos doando na maior parte do tempo, algo vai sair do equilíbrio, e pagamos com a nossa saúde física, emocional e mental. Muitas pessoas ficam doentes com frequência pois não percebem que estão doando mais do que podem.

Eu tenho aprendido ultimamente como é um ato bonito pedir e receber ajuda. A vida me levou a perceber que pedir ajuda é um ato de coragem e de vulnerabilidade, mas também um ato de amor próprio.

Quando eu reconheço que não posso fazer sozinha, e que alguém já passou por algo parecido e pode me ajudar, eu estou aceitando que sou parte de um todo, e que se eu posso ajudar outras pessoas, é por que elas se abriram para a minha ajuda.

Claro que tive ajuda em diversos momento da minha vida, mas eu sempre me senti mais confortável doando meu tempo e energia. E agora tenho encarado o desconforto de aceitar ajuda e perceber de que não serei menos merecedora de amor e respeito por causa disso, bem pelo contrário!

Eu estou dizendo a mim mesma que mereço o meu amor e mereço fazer o melhor por mim!

Estou me permitindo receber mais da vida, em diversos aspectos, e confesso que é desconfortável às vezes. Cheguei a dizer não várias vezes mesmo precisando, e depois percebi que isso é uma forma de autossabotagem.

E a cada vez que eu me abro mais para receber, eu percebo como esta ação cria mais equilíbrio na minha vida, e assim posso compartilhar de forma mais genuína e autêntica com as outras pessoas.

Duas mulheres me ofereceram apoio nas últimas semanas, e eu resolvi aceitar.
Uma delas é uma coach fitness que mora aqui em Montreal, que vai me ajudar a cuidar do meu corpo, a treinar com mais frequência, para recuperar dos últimos meses que não dei tanta atenção quanto gostaria.

A outra mulher, uma terapeuta holística que mora no Brasil, vai me ajudar a cuidar do meu coração e da minha alma. São duas mulheres que já passaram por situações parecidas com as quais eu passei e vão me dar a mão para seguir o caminho que estou trilhando.

Simplesmente por eu ter aceitado a ajuda delas, já me sinto mais forte, mais confiante e mais motivada a dar o meu melhor a mim mesma.

Nós mulheres somos sim muito mais fortes juntas, mas a nossa força está na união, na sensibilidade, no acolhimento e na compaixão umas pelas outras. Precisamos nos ver mais como irmãs e menos como inimigas, mas isso é um outro assunto.

Agora vou jogar a bola para você!

Você tem se permitido pedir e receber ajuda?

Se você se sente bem doando energia, tempo e amor, e as pessoas que você ajuda ficam gratas e felizes por receber, por que você também não pode receber apoio de outras pessoas?

Sente com carinho sobre este assunto aí, que eu vou continuar sentindo com carinho aqui!

Nos falamos semana que vem!
Beijo

Taísa

 

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