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O DESAFIO DE PEDIR E ACEITAR AJUDA

Estou lendo o livro “Mais forte do que Nunca” (em inglês, Rising Strong) da incrível Brené Brown. Tem sido uma ótima leitura neste período de fins e recomeços que tenho vivido.

Para quem não conhece esta escritora pesquisadora, procure no Youtube e Google e prepare-se para aprender sobre vulnerabilidade, culpa e vergonha de uma forma que você talvez nunca tenha pensado antes. Supeeerrr recomendo! Continue reading O DESAFIO DE PEDIR E ACEITAR AJUDA

Uma foto e um café: A realidade que eu crio a cada momento.

Neste último domingo eu acordei mais tarde, preparei meu café da manhã com toda calma, dois ovos na manteiga, simples, do jeito que eu gosto. Como é bom degustar este momento tão gostoso do dia. Após comer, com uma xícara de café preto como compania, fui dar aquela olhadinha no Facebook. Este é um hábito que estou revendo, por mais que as publicações que apareçam para mim sejam na grande maioria positivas, é fácil perder o foco simplesmente por curiosidade (e eu sou bem curiosa rsrs).

Primeira coisa que aparece na minha timeline: as lembranças dos posts que fiz neste mesmo dia há um e dois anos atrás. Se você tem Facebook sabe do que eu estou falando. Se não tem, bom para você, nada que deva se preocupar.

Eu senti algo estranho ao ver a minha foto de dois anos atrás, (veja logo abaixo) e perceber que muitas coisas mudaram. Meu corpo estava mais definido, eu estava loira, a casa era outra, eu ainda estava casada, eu tinha outras prioridades e ideais, basicamente, eu era alguém um pouco diferente de quem eu sou hoje.

Ah, eu estava no fim dos meus estudos para me tornar coach de nutrição integrativa…

Foi estranho pensar em todas estas mudanças, porém foi um exercício que desencadeou uma boa reflexão, e a conclusão de que em dois anos eu posso criar uma vida completamente diferente, baseada no quê?? No quê???… nas minhas ESCOLHAS!!!!

Não tem como fugir da lei de causa e efeito. Nós criamos a nossa realidade a cada momento que escolhemos, ou damos o poder de escolha a outro. Isso também é uma escolha.

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Eu, em 18 de setembro de 2014, feliz por ter feito uma corrida apesar do pouco tempo livre.

Durante a minha reflexão desta manhã, olhando esta minha selfie, fisicamente eu parecia estar de acordo com o que a maioria das pessoas considera “bom”, “aceitável”, “bonito”, e quem sabe até “um objetivo a ser alcançado”.

Eu estava praticando atividades físicas com regularidade, sendo super disciplinada quanto a minha alimentação, eu comia praticamente apenas o que eu cozinhava. A minha vida era dividida, neste perído, entre estudar, trabalhar, malhar e ter um tempinho com o meu parceiro na época. E tudo bem, nada de errado nisso. Eram outras prioridades, e eu estava cuidando bem delas.

Então, eu me questionei hoje… Como eu estava me sentindo de verdade?

E como eu me sinto hoje?

Vou ser sincera com você, até esta época, eu era muito insegura quanto a minha aparência, mas isso é apenas a ponta do iceberg. Há 2 anos atrás, a minha auto-estima ainda estava lá embaixo, no chão para falar a verdade.

Por mais que o espelho pudesse me ajudar a pensar diferente, eu ainda precisava de muito trabalho interno, meditação e autoconhecimento. Eu ainda acreditava que a minha aparência física definia quem eu era, eu me identificava muito com o meu corpo.

Por isso, cuidar do meu corpo com tanta dedicação foi sim muito importante, foi a forma que EU encontrei para começar a me olhar com mais amor.

Porém eu estava em busca de algo mais profundo, eu realmente queria me sentir mais inteira, mais íntima comigo mesma e mais confiante em expressar a minha verdade. Eu ainda era uma menininha com medo de muitas coisas, com medo de ser eu mesma e não ser amada… aí esta menininha resolveu abraçar desafios e experiências que viriam a torná-la uma mulher de verdade, e perceber que o amor que ela precisava era o próprio!

Não é um acontecimento da noite para o dia. Leva tempo, persistência, e quanto mais auto-compaixão você tiver consigo mesmo, melhor. Pense na velha e boa metáfora da lagarta que se transforma em borboleta. A lagarta pode estar feliz sendo lagarta, mas o fluxo natural é ela se transformar em algo ainda melhor, o que já é em essência.

Ela precisa dedicar um tempo da sua vida a buscar recursos (comer e armazenar energia), pois por um determinado período ficará no seu casulo, quietinha. Para quem olha de fora parece algo estático, imóvel, mas internamente, a lagarta está em constante transformações, talvez com muito medo pois não sabe o que está acontecendo (ok, este é o meu extra rsrs), utilizando os recursos que armazenou para dar origem a uma nova versão daquele serzinho. Mas foi preciso se dedicar, se colocar a disposição do que a natureza a chamou a fazer.

Assim também é com a gente. Precisamos dedicar um tempo, energia em buscar recursos, e pensar nisto como um investimento com retorno certo, não há risco de perdas. Nestes dois anos eu investi meu tempo, recursos e energia em cursos, workshops, vivências, treinamentos, sessões de coaching, terapias, meditações, grupos… Além disso, muito material que eu utilizei está disponível gratuitamente na internet, tenha a iniciativa de pesquisar e você encontrará! Também precisei de vários momentos no meu “casulo”, precisei ficar mais introspectiva para conseguir passar pelos processos de cura.

É importante ter a consciência de que somente eu posso me salvar, ninguém mais. Por isso eu fui em busca, no meu ritmo e de acordo com a minha realidade, encontrando os recursos, interagindo com as pessoas que eu sentia afinidade. Muitas destas pessoas eu encontrei online, e por isso sou tão grata pela internet nos proporcionar esta conexões tão lindas.

Se você quer mudar algo na sua vida mas não sabe por onde começar ou está  inseguro, busque o apoio de pessoas que você confia e que te ajudem a perceber os recursos que você já tem, a identificar o que você já pode fazer.

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Photo via VisualHunt

Ter um suporte profissional e de amigos é importantíssimo! A minha querida amiga e terapeuta Adriana Souza do Hoje eu me Sinto foi e é um dos meus anjos nesta caminhada! Sou infinitamente grata a ela por estar do meu lado e me ajudar a acolher a mim mesma! A maravilhosa Gabriella Squizato também foi é continua sendo essencial, me ensinando ferramentas de transformação da realidade que uso sempre! Além delas, eu tive também o apoio de outras pessoas, algumas bem de perto, outras como inspiração e sendo minhas coachs sem saber!

Hoje, dois anos depois, é nítido como me sinto mais conectada com a minha verdade e mais em paz com as minhas escolhas. Claro que cometo deslizes, não pense que me sinto a “dona da verdade”, bem pelo contrário!

Hoje eu consigo perceber os meus momentos de aprendizados (mais conhecidos como erros hehe) muito mais rapidamente e com maior clareza. E acredito que isso é possível pois me aceito muito mais, pois me acolho e entendo que estamos todos aprendendo e ensinando uns aos outros, sempre.

E quanto ao aspecto físico, hoje eu sinto muuuuuito mais bonita, venho aceitando o meu lado sexy sem me sentir culpada por isso, e minha auto-estima vem subindo vários degraus! Também me sinto mais animada a voltar a me dedicar mais a certos aspectos que precisei deixar em stand-by.

Estou recomeçando a ter uma rotina com atividades fisicas, pois para mim isto é algo que me traz uma sensação de prazer, e de auto-cuidado. Movimento é alimento tanto para o corpo quanto para a mente! Minha alimentação também teve seus momentos trash, e tudo bem, eu aprendi a ver que a vida é para ser vivida e não para ser enquadrada em limitações. Equilíbrio é a chave! E cada pessoa tem o seu!

Mesmo que eu veja mais celulites, mesmo que apareçam mais gordurinhas do que antes, eu olho para o espelho e sou imensamente grata pelo meu corpo, por tudo que ele me proporciona, e por estarmos em uma relação equilibrada e mais saudável de verdade, não apenas por que eu dou a ele melhor nutrição, mas por que eu o amo muito mais.

Isso tudo por que eu pude ver esta foto de dois anos atrás. Que belo exercício, penso eu, refletir sobre onde as minhas escolhas me trouxeram e onde elas podem me levar.  Tudo depende de como enxergamos a nossa realidade. 

Photo credit: guercio via Visual hunt / CC BY-NC-ND
Photo credit: guercio via Visual hunt / CC BY-NC-ND

Existem momentos que tudo parece estar desmoronando, e parece que não vamos sair da m… nunca. Mas pode ser que desconstruir seja a primeira etapa, e talvez a mais difícil, para construirmos algo melhor.

Lembre-se, é a cada pequena escolha que você cria a realidade do seu amanhã.

Aproveite cada oportunidade de fazer o que a sua intuição diz.

Não dê o seu poder de escolha aos outros, isso pode custar caro no final.

Responsabilize-se pela sua felicidade, pela sua vida, por ser quem você quer se tornar.

E independente de como você está se sentindo hoje, lembre-se que você SEMPRE pode mudar. Não existe tarde demais.

Em um ano você pode viver muito mais intensamente que nos últimos 10 anos da sua vida. É preciso coragem, mente e coração abertos.

Esqueça a conversa de que é fácil, não é mesmo. Se fosse fácil não existiriam tantos livros de auto-conhecimento,  cursos de meditação e pessoas com depressão e ansiedade.

Mas não precisa ser complicado, pode ser mais simples do que você pensa. 

Qual vai ser o seu próximo “pequeno” passo? E o próximo?

Desapego gera leveza e liberdade

Nós temos o poder de escolher o que mantemos nas nossas vidas. Se não faz feliz, por que continuamos insistindo?

A prática do desapego é uma das mais poderosas (se não a mais poderosa) para gerar mais leveza e abrir espaço para que novas possibilidades se manifestem na sua vida.

Desapegar de coisas, roupas, objetos pode ser bem complicado para algumas pessoas. Quem não tem aquela roupa que acha linda, mas que não usa mais tanto assim? Ou aqueles objetos que estão esquecidos em algum lugar da sua casa, e que você pensa que talvez um dia vão ter alguma utilidade, mas já passaram 10 anos e você realmente nunca precisou deles? Continue reading Desapego gera leveza e liberdade

Faça mais daquilo que te faz feliz e dê menos ouvidos aos comentários alheios.

Estive pelo Brasil nas últimas duas semanas, e sempre que vou para lá, vou com meu modo “estudante aprendiz” ativado. Claro que estou sempre aprendendo aqui também, porém a mudança na rotina, as interações com pessoas diferentes e a própria localização me colocam  em um modo de observação mais intenso que o normal.

Além do momento incrível que vivi no encontro Ser Mulher, que realizei com a Gabi Squizato em São Paulo, passei alguns dias na presença da minha família, vi minha irmã se casando linda e feliz, e foi muito melhor do que matar a saudade, pois também trouxe muitos aprendizados de lá na “mala”, talvez simples porém cheios de significado para mim.

Um destes é o seguinte:

É saudável e positivo confiar na sua intuição e fazer aquilo que te faz feliz, mesmo quando todos (ou alguns) a sua volta acham isso uma bobagem ou um supérfluo.

Pode ser que você já esteja careca de saber disso, e não pareça nada de novo. Mas me permita aprofundar neste assunto.

Será que estamos realmente fazendo aquilo que nos faz feliz?

Ou estamos usando boa parte da nossa energia e do nosso tempo nos preocupando com o que os outros pensam, com o que achamos que os outros pensam, ou com o que as pessoas a nossa volta gostam de fazer, ou que aquela pessoa que você ama quer você faça, ou você até tenta começar algum projeto que vai te fazer feliz, mas se deixa levar pelos comentários negativos das pessoas a sua volta?

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Para ser mais feliz, se importe menos com o que os outros pensam!

Eu já me percebi dos dois lados desta situação. Sendo aquela que deixou de fazer o que queria por me conectar com a negatividade alheia, como também já fiz comentários desnecessários (sem maldade) sobre algo que estava fazendo outra pessoa feliz. E percebi algumas crenças bem limitantes quando observei este meu comportamento.

Geralmente isso acontece com aqueles mais próximos a nós, e com quem temos mais intimidade, e por isso achamos que podemos meter o bedelho e dar pitacos na vida dos outros. Não, não temos que dar pitacos sem ser requisitados. Se alguém perguntar a sua opinião, ok, aí seu pensamento pode ser compartilhado, porém dizer que alguém está sonhando demais, ou perdendo tempo, ou poderia fazer algo de outra forma (da sua forma), é desnecessário e nem um pouco positivo, nem para você que poderia estar melhorando algo na sua própria vida.

Outra reflexão que quero te convidar a fazer é a seguinte: quantas vezes ao dia você faz algo que te alegra e te faz sentir vivo e grato?

Você talvez se identifique com isso, talvez não.

Eu sou uma pessoa que sempre tive problemas em lidar com conflitos, daquelas que faz tudo para não entrar em uma discussão. E muitas vezes isto me prejudicou pois eu deixava de fazer o que eu queria para manter a harmonia do ambiente.

Claro que precisamos fazer negociações e concessões as vezes, pois somos seres sociais.

Estou falando aqui do quanto deixamos nossas vontades mais profundas de lado pelo simples fato de não querer desagradar outras pessoas.

E esta lição para mim é enorme, pois quanto mais eu faço aquilo que me agrada, aquilo que meu coração me pede, mas eu percebo que inspiro as pessoas a minha volta a fazer o mesmo. Quanto mais eu me dou espaço para ser eu mesma, mais eu permito que os outros se libertem também!

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Aceitar que a minha vontade é importante  é auto respeito, é amor próprio e não egoísmo como somos ensinados desde crianças. Fazendo algo de coração, focando na amorosidade e no que a minha intuição me diz, eu canalizo a alegria e a positividade, pois faço algo que me traz prazer em viver, e isso reflete nas minhas conversas, ações e vai contagiando as pessoas que eu encontro de alguma forma.

Por isso, eu gostaria de convidar você a refletir hoje sobre os seus desejos, vontade e sonhos.

Se tem algo que nutre a nossa alma de verdade é fazer algo que nos traz prazer!

Não apenas ingerir uma dose de açúcar ou outra substância que dá uma “high” rapidinha e depois passa deixando aquela sensação de dependência. Você até pode comer um doce pensando na alegria do momento, usando todos sentidos e estando presente, porém não criar a expectativa de que o doce em si é a causa da sua alegria. Estou falando de alegria e prazer pela experiência do momento, de fazer algo que te faz sentir vivo!

O que você tem vontade de fazer, algo que sente que vai te deixar muito feliz, e que por diversos motivos, você vem deixando para depois?

Quais são estes motivos que te fazem procrastinar a sua própria alegria?

O que você tem colocado como prioridade na sua vida?

A vida está acontecendo agora, e só você pode se responsabilizar pelo que experiência e sente. Ninguém mais tem o poder de te fazer sentir melhor, então, pegue esta sua vontade e dê um jeito de fazê-la ser atendida!

Pode ser algo simples, como ir a um lugar que você quer conhecer na sua cidade. Ou talvez seja uma viagem a um outro país, e precise de mais planejamento.

O que quer que seja, procure refletir se você não está deixando a sua felicidade para depois. Nada é mais importante que você se sentir bem com você mesma.

Agora quero saber de você! Comente aqui embaixo o que você tem feito para realizar os seus pequenos e grandes sonhos, desejos simples e complexos, e que pensamentos vem a sua mente ao pensar nas questões acima.

Se gostou do texto, compartilhe com seus amigos. Eu sou muito grata pela sua presença e apoio para continuar compartilhando mensagens de nutrição para o corpo, mente e alma!

Até a próxima!

Um grande beijo!

Taísa

 

Crédito das Imagens: Visualhunt

O que é ser uma Mulher plenamente feliz para você?

Nós mulheres parecemos estar acostumadas a viver uma realidade em que precisamos fazer ou alcançar muitas coisas para só então nos sentirmos capazes e merecedoras da felicidade.

Se conquistamos uma vida profissional incrível, nos culpamos por talvez não estar em um relacionamento, ou quando estamos em um, vem a cobrança para casar, ter filhos, e nem paramos para pensar se é mesmo isso que desejamos viver.

Ou então nos mantemos um relacionamento ou um trabalho que já não nos faz mais feliz pois afinal, “não se pode ter tudo que queremos” (crença limitante) e muitas vezes inconscientemente, acabamos fazendo o que nos disseram que seria “maravilhoso”, mas que não era bem o que nós queríamos em primeiro lugar.

Ou tentamos ser a própria Mulher Maravilha, sempre a postos para salvar o mundo, sempre disponível para os outros, mas que dificilmente tem 20 minutos diários para si mesma, afinal, os filhos, maridos, colegas, chefes, amigas, irmãos merecem “sempre mais” da nossa atenção e energia do que nós mesmas. Será que precisamos mesmo ser assim?

Esta realidade nos empurra garganta abaixo que devemos estar em busca de um ideal de beleza, de carreira, de relacionamentos, de vida para sermos aceitas como mulheres bem-sucedidas, ou como mulheres guerreiras, ou como mulheres, simplesmente.

Nos dizem que se não formos mães, seremos mulheres incompletas, que se não quisermos trabalhar do jeito tradicional, somos loucas e irresponsáveis. Se desejarmos viajar ou sair na rua a noite, dependemos da companhia de homens para estar seguras. Que se não quisermos manter o cabelo comprido, somos menos femininas, e que se não fizermos o que as celebridades fazem para ficar com seus corpos esculpidos, estamos sendo radicais.

Estamos a todo momento sendo incentivadas a ser algo que não somos, a ser algo que nos leva a pensar que estamos erradas e que precisamos de “correções”, principalmente com relação ao nosso corpo e aparência, mas não para por aí.

Nos apontam o dedo e nos falam que devemos agir de determinada forma para sermos “mulheres de valor”. Nós mesmas julgamos as atitudes de outras mulheres com base nestas tristes generalizações, e ao invés de nos apoiarmos e acolhermos, muitas vezes nos distanciamos cada vez mais umas das outras simplesmente por acreditar que “mulher é assim mesmo”.

Sabe o que eu penso?

Que nos deixamos  transformar em seres robotizados ao longo do tempo, como brinquedinhos cheios de comportamentos automáticos que não questionam os comandos que foram programados nas nossas mentes.

Se nos apertam determinados “botões”, reagimos com frases e pensamentos prontos, pré-moldados por experiências anteriores e em grande parte por observar e tentar reproduzir o que é o “aceito como normal”.

Sim, pode ser um pouco exagerado da minha parte. Mas eu acredito que em algum ponto da sua vida, você já deve ter se perguntado como vivia reproduzindo padrões que hoje você reconhece como algo desnecessário, e talvez até destrutivo.

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Ou talvez você perceba uma contradição nos seus desejos, pois de um lado gostaria de usar uma calça 36, talvez gostaria de perder uns 5kg, mas do outro lado, sente que ter prazer com a alimentação é muito mais importante. E no meio desta confusão, você pode se perder de quem você realmente é.

Eu falo isso de coração pois foi o que aconteceu comigo. Ao me deixar levar pelas minhas crenças e percepções sobre o que é necessário para ser uma mulher plena, que eu tinha alguns anos atrás, por exemplo:

“…trabalhar sempre mais do que esperam que eu trabalhe, assim serei reconhecida + estar um relacionamento, mesmo que eu não esteja feliz nele, pois se estou solteira não sou boa o bastante + estar sempre disponível pra os outros e quase nunca para mim, na espera de que alguém faça o mesmo por mim… e outras coisas mais.”

Quando comecei a entender que estas percepçções, crenças limitantes e buscas por ideais externos me traziam sofrimento, entendi que eu precisava descobrir o que eu gostava de verdade, então as coisas começaram a mudar de verdade na minha vida. Fui percebendo que as respostas não estavam fora de mim, e sim dentro.

E este caminho de autoconhecimento começou há 6 anos atrás, mas nunca termina. Na verdade, ele é repleto de recomeços. Mas é viver muito mais pleno e verdadeiro do que seguir os caminhos traçados pelos outros.

Eu sinto que a necessidade de nos libertar desta prisão mental, física, psicológica e emocional que estamos inseridos como sociedade está crescendo cada vez mais.

As pessoas estão despertando para uma nova realidade onde podemos co-criar a nossa realidade e seguir as nossas verdades como e quando quisermos. Uma nova realidade em que aceitamos que temos diferenças, mas que ao mesmo tempo somos parte de um todo muito maior.

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Estamos descobrindo que podemos sim desejar coisas diferentes do que nos disseram para desejar. Estamos percebendo que podemos sim traçar o nosso próprio caminho. Podemos sim amar os nossos corpos sendo eles como são. Podemos sim ser ouvintes da nossa inteligência interna e confiar na nossa intuição. Podemos sim mergulhar no autoconhecimento e descobrir que o nosso lado sombra é apenas um lado desconhecido, assim como o lado luz.

Ao invés de negar aquilo que te faz pensar que você não é tão boa assim, eu te convido a acolher estas partes de você com tanto carinho quanto aquelas que você se orgulha de ter.

Eu, assim como muitas pessoas, tenho momentos em que penso que não sou merecedora do amor, ou da felicidade plena. Quando olho para partes de mim que eu julgo incorretas ou motivos de vergonha, posso ter a sensação de que não sou boa o bastante.

Quando eu me observo, consigo parar, respirar e então percebo o pensamento auto-crítico do ego, e relembro que todos somos seres perfeitos em essência, e que estas partes que por vezes tento ignorar são na verdade os meus maiores mestres.

E este acolhimento pode parecer difícil de ser dado quando estamos sozinhas, porém quando fazemos parte de um grupo que tem necessidades e vibração parecida, permitimos que a nossa compaixão se multiplique e que volte para nós mesmas.

Estar em contato com outras mulheres que também estão nesta jornada de autoconhecimento, auto-aceitação e descoberta do seu verdadeiro Eu ajuda a dar o primeiro passo, ou o salto quântico se for a hora dele.

É exatamente sobre tudo isso que vamos conversar no encontro Ser Mulher – de corpo, mente e alma, que acontecerá no dia 14 de maio em São Paulo, no espaço aconchegante e amoroso da Casa Violetta.

Eu e a terapeuta Gabi Squizato estaremos co-criando este encontro onde vamos praticar auto-acolhimento e o não-julgamento, em que vamos orientar mulheres dispostas a SER MULHER na sua plenitude, com leveza e alegria.

Eu e a Gabi estamos preparando um dia de práticas e vivências para que você se sinta mais autoconfiante, conectada com o seu poder feminino e descubra o quanto você é merecedora de felicidade, abundância, positividade e bem estar integral, de corpo, mente e alma!

O encontro terá várias temáticas importantes para este mergulho de autoconhecimento, como auto-aceitação, libido, meditação, alimentação intuitiva, alimentação consciente, Thetahealing, crenças, e sagrado feminino.

O nosso propósito com este encontro é reunir mulheres que estão sentindo o chamado para o próprio despertar, e que gostariam de fazer parte de uma comunidade que se apoia com muito amorosidade e acolhimento, compartilhando a sua luz com cada vez mais alegria e leveza!

Para mais informações sobre o encontro Ser Mulher clique no link abaixo, ou escreva para contato@taisabohrer.com ou gabriellasquizato@gmail.com.

Para saber mais, visite a página do evento no Facebook: Encontro Ser Mulher, acontecerá no dia 14 de Maio, na Casa Violetta.

Local: Rua Berta, 82, Vila Mariana, SP.

Horário: 10h as 16h – lanche saudável incluso.

Esperamos as mulheres que estão dispostas a se acolher e a viver a sua plenitude com muito amor!

E lembre-se: Você nasceu para brilhar na sua plenitude única!

Com muito amor,

Taísa

Alimente Sua Vida – Mentoria em Grupo

Eu sinto que muitas pessoas desejam ter um estilo de vida mais saudável porém não sabem onde encontrar um espaço seguro e acolhedor onde possam falar dos seus desafios e ser ouvidas com atenção.

Pensando nisso, eu tenho desenvolvido a minha habilidade em orientar e possibilitar a conexão verdadeira em grupos de pessoas, gerando mais motivação e inspirando a mudanças positivas na alimentação, na forma com se trata e na forma como lida com os seus sentimentos. Continue reading Alimente Sua Vida – Mentoria em Grupo

Não se pode ter tudo na vida… isso é mesmo verdade?

Hoje resolvi compartilhar a minha experiência e opinião a respeito de um pensamento, que acredito ser muito comum em muito de nós. Este pensamento de que “não se pode ter tudo na vida”, ou “não posso ter tudo que quero”.

Você sabia que estes pensamentos são crenças limitantes?

Mas o que é uma crença? E limitante, o que isto quer dizer? Continue reading Não se pode ter tudo na vida… isso é mesmo verdade?

Comer com o Corpo, Mente e Alma – Evento Presencial em Montreal

Alimentar o corpo é um ato que muitas vezes fazemos sem pensar, sem sentir e sem apreciar o que está acontecendo no nosso corpo.

Comemos, mas não nos sentimos alimentados.

Comemos, mas continuamos com fome, e sem saber se é fome física ou emocional, continuamos comendo, e depois vem o sentimento de culpa por ter comido algo que não “deveria”.

Quantas vezes você sentiu culpa por ter comido um doce depois do almoço?

Quantas vezes você deixou de comer algo que queria muito, e depois de tanto resistir comeu muito mais do que o seu corpo aceitaria?

E se o problema não for O QUE você come, mas sim COMO você está comendo?

E se você descobrisse que cada refeição é um momento de reencontro consigo mesmo?

Estes serão os assuntos-chave do nosso encontro “Comer com o corpo, mente e alma”!

A nossa mente e a nossa alma também tem necessidades que precisam ser saciadas, e o objetivo deste encontro é que você aprenda novas formas de alimentar o seu Ser por inteiro, e com isso diminuir o efeito da ansiedade e do stress na sua alimentação.

Eu e a Adriana Souza vamos ensinar práticas que vão ajudar as pessoas que estão sempre em uma luta com a comida e com o seu corpo,  pois aprenderam que precisam ou comer menos, ou contar calorias, ou para quem usa a comida como anestésico, e procura a sensação de conforto que alguns alimentos dão temporariamente.

Algumas pessoas veêm na alimentação um obstáculo para viver com plenitude a sua felicidade. Eu e a Adriana vamos mostrar que com algumas atitudes diferentes no dia-a-dia a relação com a comida pode ser mais leve, livre de regras e uma forma de autoconhecimento.

Por que este assunto é importante para todos?

Por que precisamos lembrar que qualquer refeição, quando apreciada com atenção e amor, pode se tornar um momento de alegria e prazer, e até mesmo um momento de autoconhecimento.

A entrada é gratuita e as vagas são limitadas! Por isso faça a sua inscrição para reservar o seu lugar o quanto antes!

Clique aqui para fazer a sua inscrição gratuita!

Eu e a Adriana Souza esperamos vocês com muita alegria para este fim de tarde!

  • Data: 19 de março
  • Horário as 17h30
  • Local: 1440, rue Amherst, na Padoca Patisserie Brésilienne – perto dos metrôs Berri-UQAM e Beaudri

Para reservar o seu lugar, clique aqui e faça a sua inscrição antes que as vagas terminem!

Clique aqui para acessar a página do evento no Facebook!

Esperamos você com muita alegria!!

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A Ansiedade, a Comida, os Sentimentos e a sua Mente

Vou dizer algo que pode doer, talvez você não queira continuar a sua leitura, e eu vou entender, continuamos amigas tá?

Nós, seres humanos, tentamos controlar TUDO a nossa volta.

Tentamos controlar as mais diversas situações pois acreditamos que podemos. Tentamos controlar como a nossa vida profissional deveria ser, como a nossa relação amorosa devia estar, como nossos filhos deveriam se vestir, como a mãe deveria falar, como a irmã deveria se comportar e no fim do dia estamos exaustas sem saber por quê. Reclamamos que estamos sem energia e cansadas, sem perceber que doamos a nossa energia para situações em que não há uma troca positiva. Continue reading A Ansiedade, a Comida, os Sentimentos e a sua Mente

A geração em que a Cinderela perde o “tênis de cristal” na academia

Qual é o limite entre um estilo de vida saudável e a obsessão em ter um corpo “ideal”?

Existe algo muito triste acontecendo na mente de muitas meninas e mulheres. Enquanto outras mulheres que dedicam boa parte das suas vidas para ter um corpo “ideal”, mostrando uma aparente felicidade e equilíbrio, existem mulheres que sofrem pois acreditam que não são boas o suficiente, ou que não são bonitas o suficiente. Então começam as torturas em forma de dietas, auto-punição, sentimentos de culpa e vergonha, além de se desconectarem da sua verdade, do seu ser.

Claro que existem mulheres que vivem de verdade este equilíbrio, e talvez sejam magras ou malhadas, talvez elas já passaram por vários transtornos e agora tem uma relação mais positiva consigo mesmas. Eu acredito que é possível encontrar o prazer em um estilo de vida saudável e que seja positivo para o corpo, mente e alma. Eu, por exemplo, gosto de fazer atividades físicas e me alimentar bem, hoje isso é natural, mas nem sempre foi.

O que está em questão aqui, e que eu gostaria de convidar você a refletir é sobre a realidade por trás de todas fotos que as celebridades, atrizes, modelos e artistas postam nas mídias sociais. É uma avalanche de poses, barrigas de fora, dietas da moda, e acabamos formando uma imagem de que estas pessoas tem uma vida perfeita, e começamos a desejar o mesmo, pois as fotos e vídeos parecem mostrar um mundo maravilhoso, porém bem distante da realidade.

Elas são lindas sim, e tentam passar algo de positivo na maioria das vezes. Mas elas passam também a ideia que você só será feliz quando tiver uma barriga chapada, ou tiver as coxas definidas, ou estiver em um relacionamento. Será mesmo que precisamos das mesmas coisas para ser feliz? Será que estas mulheres são mesmo o que elas mostram? Será que as pessoas não estão percebendo que isto virou obsessão?

Eu sou completamente a favor de cuidar do seu corpo, de ser vaidosa e se sentir linda, mas eu não acredito que almejar ter o corpo parecido com o de outra pessoa seja saudável para ninguém. Parece que a nossa criança interior continua acreditando na história da Cinderela que perdeu o sapato de cristal no meio do baile para depois ser encontrada por um príncipe que a salva dos seus grandes problemas, porém agora não é mais um sapato de cristal e sim um tênis, o baile é a academia e talvez não seja o príncipe em um cavalo branco, mas a barriga chapada, o corpo malhado e o silicone que vai nos realizar e trazer a tão sonhada felicidade. Brincadeiras a parte, este assunto é muito sério, pois as crianças de 3 anos já estão desejando ter um corpo diferente por presenciar as suas mães comentando como estão acima do peso ou como precisam emagrecer. Precisamos mudar isso em nós agora.

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Cada um de nós tem o presente de ter um corpo único, que pode ser moldado pelas nossas escolhas sim, até certo ponto. Mas não podemos mais perder o nosso amor próprio por que não somos como a sociedade diz que temos que ser.

Eu convido você a olhar para o seu corpo com mais amor e gratidão e fazer o possível para não se comparar a ninguém. Experimente olhar para outras mulheres sem julgar os seus corpos. Admire a beleza que há em cada biotipo se quiser, mas entenda que você é maravilhosa e linda do seu jeito!

Seu corpo é sim o seu templo e merece todo o seu respeito.

Além disso, a sua essência faz morada no seu corpo, ou seja, ele é apenas o revestimento, o seu valor não está no seu peso ou medidas, está em quem você é, e você é uma filha do Universo!

Você tem uma luz que veio para brilhar e inspirar outras pessoas a brilhar também!

Ame-se com toda a sua força!

Um beijo grande,

Taísa