A geração em que a Cinderela perde o “tênis de cristal” na academia

Qual é o limite entre um estilo de vida saudável e a obsessão em ter um corpo “ideal”?

Existe algo muito triste acontecendo na mente de muitas meninas e mulheres. Enquanto outras mulheres que dedicam boa parte das suas vidas para ter um corpo “ideal”, mostrando uma aparente felicidade e equilíbrio, existem mulheres que sofrem pois acreditam que não são boas o suficiente, ou que não são bonitas o suficiente. Então começam as torturas em forma de dietas, auto-punição, sentimentos de culpa e vergonha, além de se desconectarem da sua verdade, do seu ser.

Claro que existem mulheres que vivem de verdade este equilíbrio, e talvez sejam magras ou malhadas, talvez elas já passaram por vários transtornos e agora tem uma relação mais positiva consigo mesmas. Eu acredito que é possível encontrar o prazer em um estilo de vida saudável e que seja positivo para o corpo, mente e alma. Eu, por exemplo, gosto de fazer atividades físicas e me alimentar bem, hoje isso é natural, mas nem sempre foi.

O que está em questão aqui, e que eu gostaria de convidar você a refletir é sobre a realidade por trás de todas fotos que as celebridades, atrizes, modelos e artistas postam nas mídias sociais. É uma avalanche de poses, barrigas de fora, dietas da moda, e acabamos formando uma imagem de que estas pessoas tem uma vida perfeita, e começamos a desejar o mesmo, pois as fotos e vídeos parecem mostrar um mundo maravilhoso, porém bem distante da realidade.

Elas são lindas sim, e tentam passar algo de positivo na maioria das vezes. Mas elas passam também a ideia que você só será feliz quando tiver uma barriga chapada, ou tiver as coxas definidas, ou estiver em um relacionamento. Será mesmo que precisamos das mesmas coisas para ser feliz? Será que estas mulheres são mesmo o que elas mostram? Será que as pessoas não estão percebendo que isto virou obsessão?

Eu sou completamente a favor de cuidar do seu corpo, de ser vaidosa e se sentir linda, mas eu não acredito que almejar ter o corpo parecido com o de outra pessoa seja saudável para ninguém. Parece que a nossa criança interior continua acreditando na história da Cinderela que perdeu o sapato de cristal no meio do baile para depois ser encontrada por um príncipe que a salva dos seus grandes problemas, porém agora não é mais um sapato de cristal e sim um tênis, o baile é a academia e talvez não seja o príncipe em um cavalo branco, mas a barriga chapada, o corpo malhado e o silicone que vai nos realizar e trazer a tão sonhada felicidade. Brincadeiras a parte, este assunto é muito sério, pois as crianças de 3 anos já estão desejando ter um corpo diferente por presenciar as suas mães comentando como estão acima do peso ou como precisam emagrecer. Precisamos mudar isso em nós agora.

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Cada um de nós tem o presente de ter um corpo único, que pode ser moldado pelas nossas escolhas sim, até certo ponto. Mas não podemos mais perder o nosso amor próprio por que não somos como a sociedade diz que temos que ser.

Eu convido você a olhar para o seu corpo com mais amor e gratidão e fazer o possível para não se comparar a ninguém. Experimente olhar para outras mulheres sem julgar os seus corpos. Admire a beleza que há em cada biotipo se quiser, mas entenda que você é maravilhosa e linda do seu jeito!

Seu corpo é sim o seu templo e merece todo o seu respeito.

Além disso, a sua essência faz morada no seu corpo, ou seja, ele é apenas o revestimento, o seu valor não está no seu peso ou medidas, está em quem você é, e você é uma filha do Universo!

Você tem uma luz que veio para brilhar e inspirar outras pessoas a brilhar também!

Ame-se com toda a sua força!

Um beijo grande,

Taísa

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